NVIDIA OpenShell Define Arquitetura Para Agentes De IA Seguros

Mão robótica branca com dedos articulados, representando agentes de inteligência artificial

A NVIDIA anunciou nesta quarta-feira, 21 de outubro, durante o GTC Berlin, a OpenShell Reference Architecture, uma arquitetura de referência para empresas construirem, confinarem, observarem e aplicarem políticas sobre agentes de IA em produção. A proposta é levar a segurança do agente para dentro da própria infraestrutura de computação, em vez de tratá-la como uma camada de software adicionada depois. A arquitetura já está disponível.

Como A Arquitetura Funciona

O ponto de partida é o OpenShell, software de execução segura da NVIDIA que delimita o que um agente autônomo pode fazer. A nova arquitetura estende esse runtime para uma pilha completa, combinando três componentes de hardware:

Se um agente tentar sair da sua fronteira de software, o Sentry o coloca em quarentena e o interrompe em milissegundos — a aplicação da política acontece dentro do silício, não em um processo que também pode ser comprometido.

O Que Significa Governar No Hardware

A decisão de colocar a imposição de políticas na DPU tem uma razão prática. Quando o controle de acesso mora no mesmo sistema operacional que o agente, um comportamento inesperado pode contorná-lo. Ao mover essa função para o BlueField-4, a NVIDIA separa o plano de execução do plano de governança. A empresa afirma ainda que o Sentry, apoiado no software DOCA, eleva em até 20% a capacidade de agentes que a infraestrutura consegue atender.

A arquitetura se estende à borda através dos sistemas RTX Spark, DGX Spark e DGX Station, e roda sobre Linux e Kubernetes nas distribuições de Canonical, SUSE e Red Hat, além do Windows com Microsoft Execution Containers. Nas nuvens, ela pode operar sobre os sistemas de AWS, Google Cloud e Microsoft Azure.

Quem Está Do Lado De Dentro

A lista de parceiros é o que dá escala ao anúncio. Construtores de modelos como Anthropic, Google, Meta, OpenAI, Cohere, Perplexity e SpaceX Super Intelligence trabalham com a arquitetura. Vendedores de segurança — CrowdStrike, Cisco, Palo Alto Networks, Fortinet, Okta, Zscaler, 1Password, Check Point, F5 e TrendAI — integram o OpenShell às suas soluções. Bancos europeus como BBVA e Santander avaliam o framework para governança de agentes.

Do lado do software corporativo estão SAP, IBM, Siemens, Dassault Systèmes, Cadence e Synopsys, e a Palantir atua com a NVIDIA no déploiement de agentes seguros. O anúncio mais concreto veio da ServiceNow, que disponibilizou geralmente o ServiceNow Arc: um agente pessoal de longa duração, com ações governadas em tempo de execução pela Super Intelligence Control Tower e aplicadas pelo OpenShell. A camada de autoridade AI Passport carrega essas políticas até o hardware, permitindo revogar o acesso de um agente em software e hardware em segundos.

O momento é coerente com o calendário regulatório. Enquanto a Casa Branca estrutura um acesso voluntário prévio para o governo e o Brasil vota seu marco legal, a NVIDIA oferece o que nenhum dos dois textos exige: um mecanismo de bloqueio que funciona mesmo quando a política já foi violada. Disponível agora, a arquitetura transforma a segurança de agentes de tema de compliance em decisão de infraestrutura.

Pontos-Chave

  • NVIDIA lança a OpenShell Reference Architecture no GTC Berlin em 21 de outubro
  • Combina Vera Rubin NVL72, Vera CPUs e BlueField-4 DPUs numa pilha única
  • NVIDIA Sentry monitora o agente fora de banda e o coloca em quarentena em milissegundos
  • A imposição de políticas acontece dentro do silício, separada do plano de execução
  • Sentry, sobre o DOCA, elevaria em até 20% a capacidade de atendimento de agentes
  • Roda em Canonical, SUSE, Red Hat, Windows MXC e nas nuvens AWS, Google e Microsoft
  • Anthropic, Google, Meta, OpenAI, CrowdStrike e SAP estão entre os parceiros
  • ServiceNow coloca o Arc em disponibilidade geral com revogação em segundos